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RECOMEÇAR A RELAÇÃO APÓS UMA TRAIÇÃO É POSSÍVEL?, por Claudia Correia

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Traição! Alguns casais enfrentaram ou enfrentam esta dor.
Na verdade, a parte que trai não está traindo apenas ao companheiro, companheira, na verdade, ele está traindo também a si mesmo, aos planos e sonhos que ambos fizeram juntos.
A parte traída, sente-se humilhada e enganada ao descobrir a traição.
Dói! Existe um sofrimento profundo na alma, é como se tivessem arrancado cruelmente de você seus sonhos, planos e sua família, ou seja, tudo que ambos construíram.
A traição aconteceu é fato! E agora? Separar é o único caminho?
Em primeiro lugar, vale ressaltar que quando falo em traição eu me refiro a um deslize, um comportamento que aconteceu devido algum problema estar existindo entre o casal, alguém ou ambos se afastaram de alguma forma, algo que vem abalando a estrutura emocional do casal, enfim, eu não estou me referindo a atitude permissiva, onde um dos cônjuges simplesmente trai, por que se acostumou e se acomodou a este tipo de comportamento.
Bem, e então, estar disposta (o) a perdoar?
Na verdade, mesmo sendo doloroso, gostaria que tivesse cuidado com atitudes precipitadas, não as tome de cabeça quente, ou seja, sem pensar, no momento da raiva, do desgosto, da angústia, da dor.
E permita-me aconselhar: Se vocês se amam, se desejam permanecerem juntos, se existe arrependimento…, tentem! Busque a Deus em oração, abra o seu coração, escute a ELE, e não a sua raiva, pois ela é momentânea e as decisões do SENHOR é permanente, desejando sempre o seu melhor e o bem estar espiritual e emocional de sua família.
No entanto, a parte que traiu deve ter consciência que precisará ver o que o levou a errar, e é claro, reconquistar a confiança do seu cônjuge, assim como evitar comportamentos, atitudes e companhias que favoreceram a traição. E para isso, será necessário um dia após o outro.
Mas tem um detalhe importante que precisamos considerar, como por exemplo: a parte que se sente traída deve evitar ficar lembrando o fato ocorrido, a ferida não pode ficar sendo mexida, assim demorará a cicatrizar e provavelmente este recomeço pode vir a não dar certo, e a separação poderá vir a ser concretizada de fato.
Então meu querido amigo, amiga, estar disposto (a) a perdoar? A libertar a si e ao outro? Ou preferirá o processo da vingança onde sua energia estará voltada exclusivamente para ver o fim ou a dor do outro que te traiu?
Será que vale à pena focar-se em desejar, planejar, ou se envolver de qualquer forma, tramando situações ou esperando o momento para vibrar quando o outro experimentar a sua dor? Olha, esta atitude não é nada saudável emocionalmente, psicologicamente e nem tão pouco espiritualmente. Deus, não fará parte deste jogo, deste tipo de desejo e ou comportamento.
Certa vez, durante meu programa de rádio, um ouvinte me perguntou: – E quando descobrimos que nossa esposa trai há muitos anos? Ainda assim perdoamos?
No momento, parei e disse que estava procurando compreender a dor dele, daí, respondi: O senhor tem duas escolhas a fazer: perdoar e permanecer com sua esposa, ou perdoar e seguir sua vida, e um dia refazê-la com alguém que deseje compartilhar uma vida em comum ao seu lado, onde a fidelidade e lealdade permeará esta relação.
Porém, devo confessar que em ambos os caso, o perdão é indispensável para que o senhor possa se sentir em paz e livre de toda dor.
Bem, separar não é o único caminho, acredito no recomeço, acredito no amor, no entanto, para isso, será necessário que ambos estejam dispostos a construir e preservar a confiança e o respeito que fora abalado.
E que ambos possam se sentir bem, sem mágoas e lembranças dolorosas que tanto torturam e tiram suas forças.
Paciência é fundamental! A espera de que esta fase ruim passe é inevitável, no entanto, servirá também, de aprendizado para ambos.
Como assim?
Procure tirar do sofrimento um ensinamento que poderá modificar para melhor suas vidas. Deixe Deus no comando, não trabalhe por ELE, faça apenas a sua parte, e o impossível fica nas mãos do PAI.
Nada melhor que um dia após o outro, tudo passa, inclusive a dor da traição, e as lembranças ficarão de alerta, depositadas na memória, como advertência para não mais cair no erro que um dia quase destruiu sua relação, seu amor, sua família, seus sonhos, planos e objetivos.
E para servir de lembrete quanto a não parar de VIGIAR!
CLAUDIA CORREIA
PSICÓLOGA CLÍNICA

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